Há semelhanças, certo?
domingo, 26 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Outlets...
A Semana passada entrei numa outlet e fiquei possuído.
Possuido, mas não com a habitual febre de compras associada a estas lojas.
A lógica do espaço assemelhava-se a um grande armazem, bazar, ou noutros termos, numa verdadeira loja dos chineses.
Atendendo ao grupo em questão, não se entende a lógica de um espaço tão desgradável... ou entende-se?
Os funcionários presentes, para além de não apresentar quaisqueres modos, respeito, educação, não estavam devidamente uniformizados, nem tinham qualquer intresse em encontrar-se na respectiva zona de trabalho. Em grande grupo conversavam com os seguranças sobre o "outro" da "tribo".
Portanto, o espaço não só era horrível, mas a música.... ai a música. Os piores covers de bandas 80/90. Quem passa covers dos backstreetboys, spice girls, e afins, actualmente, nas grande superficies comerciais. (Garanto que não era o dia internacional dos coveres mais nojentos da história universal).
Na secção do vestuário, as peças não eram da colecção anterior, mas do SÉCULO PASSADO! Peças serviam para tudo, principalemente para manter o chão asseado.
Não entendo quem darás 120€ por uma peça, de corte desactualizado, sabendo que serviu para limpar o chão, ou até de cobertor nos dias de inverno.
Se a lógica era convencer o speudo cliente que não há nada melhor que comprar origem, tinham razão, there's truly nothing like the original!
Possuido, mas não com a habitual febre de compras associada a estas lojas.
A lógica do espaço assemelhava-se a um grande armazem, bazar, ou noutros termos, numa verdadeira loja dos chineses.
Atendendo ao grupo em questão, não se entende a lógica de um espaço tão desgradável... ou entende-se?
Os funcionários presentes, para além de não apresentar quaisqueres modos, respeito, educação, não estavam devidamente uniformizados, nem tinham qualquer intresse em encontrar-se na respectiva zona de trabalho. Em grande grupo conversavam com os seguranças sobre o "outro" da "tribo".
Portanto, o espaço não só era horrível, mas a música.... ai a música. Os piores covers de bandas 80/90. Quem passa covers dos backstreetboys, spice girls, e afins, actualmente, nas grande superficies comerciais. (Garanto que não era o dia internacional dos coveres mais nojentos da história universal).
Na secção do vestuário, as peças não eram da colecção anterior, mas do SÉCULO PASSADO! Peças serviam para tudo, principalemente para manter o chão asseado.
Não entendo quem darás 120€ por uma peça, de corte desactualizado, sabendo que serviu para limpar o chão, ou até de cobertor nos dias de inverno.
Se a lógica era convencer o speudo cliente que não há nada melhor que comprar origem, tinham razão, there's truly nothing like the original!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
1.º Post... Omens
O meu Estimado amigo Alfredo teve a amabilidade de partilhar comigo um recorte de imprensa bastante interessate. Não resisto em começar este blog assim... falando sobre Omens.
Transcrição:
Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos. No Brasil, pelo menos, já se escreve “umidade”. Para facilitar? Não parece. A Bahia, felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía qualquer), Itamar Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim.Isto de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça. Há uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens a seco. Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome até hoje. Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo, temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas raízes latinas. Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais quanto o inglês ou o francês consagrampharmacy e pharmacie (do grego pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou commerce em vez de comércio. O português tem andado, assim, satisfeito, a “limpar” acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de 1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque, felicidade suprema, pode errar que ninguém nota. “É positivo para as crianças”, diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico.É verdade, as crianças, como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas, espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever summer, bibliographíe, tappezzería, damnificar, tnitteleuropãischen? Já viram o que é ter de escreverAbschnittfürsonnenschirme nas praias em vez de “zona de chapéus de sol”? Por isso é que nesses países com línguas tão complicadas (já para não falar na China, no Japão ou nas Arábias, valha-nos-Deus) as crianças sofrem tanto para escrever nas línguas maternas. Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências pró-Acordo, “a oralidade precede a escrita”. Se é assim, tirem o H a homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam Oliúde quando falarem de cinema. A etimologia foi uma invenção de loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos.Mas há mais: sabem que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo. Por isso os “acordistas” advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias cores? Vermelhas? Amarelas? Brancas? Até cu-de-judas deixou, para eles, de ser lugar remoto para ser o eu do próprio Judas, com caixa alta, assim mesmo. Só omens sem H podem ter inventado isto, é garantido.
Nuno Pacheco, Jornalista
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